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terça-feira, 23 de novembro de 2010

aos amantes de gatos espaciais


Temple of the Cat
(Ayreon)

"It is the 8th century. I am a Mayan girl heading for the Jaguar Temple in Tikal on the
central American continent."

[Jacqueline Govaert]

Shine down on me, Sun of the Underworld
Set me free, chase away the night
Proud Jaguar, king of the Mayan Gods
Shining star, light up the sky

And guide me to the Temple of the Cat

Heart-of-Sky, Maker and Hurricane
Mighty eye, harvester of life
We were born solely to speak your name
Bring the dawn, we'll praise the sky

Here inside the Temple of the Cat

Upon his throne the High priest addressed the crowd
Now carved in stone his holy name
Beads of jade adorn his cotton shroud
His silvery blade on a golden chain

He lies here in the Temple of the Cat, dead
He will rise again from the Temple of the Cat

domingo, 14 de novembro de 2010

Where is my mind...?



Ooh, stop.

With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, (yeah) yeah,
Your head will collapse but there’s nothing in it,
And you’ll ask yourself:
“Where is my mind?” x3

Way out in the water,
See it swimming?

I was swimming in the Caribbean,
Animals were hiding behind the rocks,
Except the little fish,
But they told me this is where it’s gonna talk to me honeybunny:
“Where is my mind?” x3

Way out in the water,
See it swimming?

With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, yeah,
Your head will collapse but there’s nothing in it,
And you’ll ask yourself:
“Where is my mind?”

Way out in the water,
See it swimming?

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Hope Leaves



In the corner beside my window
There hangs a lonely photograph
There is no reason
I'd never notice a memory that could hold me back

There is a wound that's always bleeding
There is a road I'm always walking
And I know you'll never return to this place

Gone through days without talking
There is a comfort in silence
So used to losing all ambition
And struggling to maintain what's left

There is a wound that's always bleeding
There is a road I'm always walking
And I know you'll never return to this place

And once undone, there is only smoke
Burning in my eyes to blind
To cover up what really happened
And force the darkness unto me

sábado, 28 de agosto de 2010

Tool

Tool é uma banda tão singular que não dá nem para encaixar em algum estilo - como Queen, Pink Floyd, The Beatles e outras poucas que conhecemos. Me inquieta um pouco o fato de Tool ser tão desconhecido no Brasil, mas também não é surpresa: para mim, Tool é o equivalente musical de David Lynch - freak e perturbador.


São desconhecidos por aqui, mas mundialmente reconhecidos e venerados desde o começo dos anos 1990. Associo-os ao efervescente cenário art rock / avant-garde que começou a se formar na Califórnia em fins da década de 1980 e se alastra até hoje pelos subterrâneos de San Francisco. Dentre os principais nomes do movimento*, destaco o de Mike Patton (vocalista do Faith No More que participou de inúmeros projetos, como Mr. Bungle, Fantômas, Peeping Tom, Mondo Cane, Dan the Automator, Kool Keith, General Patton vs The X-Ecutioners, Team Sleep, Subtle, Rahzel, Amon Tobin, Eyvind Kang, Lovage; fez parcerias com Björk e John Kaada; produziu a trilha sonora de alguns filmes e dublou outros, como I Am Legend; e em 1999 fundou o selo Ipecac Recordings).


> FAMA E OBSCURIDADE

Em 1990, quatro caras formaram uma banda na gangsta city dos Anjos: Maynard James Keenan, Adam Jones, Danny Carey e Paul D'Amour.

>>> Maynard
largou o exército para ingressar no Kendall College of Art and Design (Michigan) e mudou-se mais tarde para Los Angeles, onde conheceria o guitarrista, artista plástico e técnico em efeitos especiais Adam Jones.

Jones <<<
era vizinho do baterista Danny Carey, ao qual foi apresentado por Tom Morello (ex-guitarrista do Audioslave / atual Rage Against The Machine). Adam Jones e Morello haviam tocado juntos em uma banda chamada Electric Sheep.

>>> Carey
se ofereceu para tocar bateria com Maynard e Adam
por indicação de Tom Morello, pois sentia pena dos dois por não terem ninguém para tocar (as pessoas que eles chamavam nunca retornavam ou sequer chegaram a aparecer).

D'Amour <<<
havia se mudado recentemente para LA, onde trabalhou na área de efeitos especiais dos filmes Terminator, Jurassic Park e Predator 2. Estava desistindo de ser músico quando conheceu Adam Jones, que o convidou para ingressar na banda. D'Amour era um excelente baixista de constante mau-humor - o que sempre acabava influenciando suas linhas de composição e encaixou perfeitamente ao teor pretendido pelos outros integrantes.

Era a primeira formação do Tool. O nome é faz referência à evolução através da dor (ou lacrimologia), e suas músicas serviriam como "ferramenta" (tool, em inglês) auxiliar na compreensão de tal evolução.


Undertow, o primeiro álbum não-censurado**, foi lançado em 1993. Algumas lojas trocaram a capa original (uma escultura de Adam Jones que lembra uma espécie de caixa torácica vermelha com costelas em forma de tentáculos) por um código de barras gigante.

Faz parte desse álbum a faixa Prison Sex, cujo clipe (abaixo) foi o primeiro inteiramente dirigido por Adam Jones. Assim, ele começava a forjar o estilo perturbador que marcaria os clipes da banda a partir de então.

1. "Intolerance" – 4:53
2. "Prison Sex" – 4:56
3. "Sober" - 5:06
4. "Bottom" - 7:13
5. "Crawl Away" - 5:29
6. "Swamp Song" - 5:31
7. "Undertow" - 5:21
8. "4°" - 6:02
9. "Flood" - 7:45
10. "Disgustipated" - 15:47




Em 1996, foi lançado Ænima (meu preferido ever). O nome é a junção das palavras anima (termo cunhado por Jung) e enema (inimigo, em inglês). Desde o lançamento de Undertow, boatos de toda sorte cercaram a banda: especulava-se que fossem satanistas e seu vocalista, James Maynard, dado a tendências mórbidas e sadomasoquistas.

Foi durante o processo de composição desse álbum que Paul D'Amour anunciou sua saída do Tool. Logo, seria substituído por Justin Chancellor, do Peach.

1. "Stinkfist" – 5:09
2. "Eulogy" – 8:25
3. "H." – 6:07
4. "Useful Idiot" – 0:38
5. "Forty Six & 2" – 6:02
6. "Message to Harry Manback" – 1:53
7. "Hooker with a Penis" – 4:31
8. "Intermission" – 0:56
9. "jimmy" – 5:22
10. "Die Eier von Satan" – 2:16
11. "Pushit" – 9:55
12. "Cesaro Summability" – 1:26
13. "Ænema" – 6:37
14. "(-) ions" – 3:58
15. "Third Eye" – 13:47

Como não poderia deixar de ser, o lançamento de Ænima esteve cercado por polêmicas e censura. A começar pelo clipe de Stinkfist (abaixo), rejeitado pela MTV sob a alegação de que o título da faixa seria ofensivo demais; após protestos de fãs, o clipe passou a ser exibido com o nome Track #1.




Após uma longa pausa, Lateralus foi lançado no final de 2001. A pausa forçada ocorreu devido a processos judiciais entre a banda e sua gravadora, a Volcano Records. Foi durante esse recesso de cinco anos que surgiu A Perfect Circle, o mais famoso projeto de Maynard.

A música-título de Lateralus foi concebida de acordo com a escala fibonacci, mas suspeita-se que também seja uma referência à seqüência de cores que podem ser vistas por um indivíduo sob a influência de LSD.

1. "The Grudge" – 8:36
2. "Eon Blue Apocalypse" – 1:04
3. "The Patient" – 7:13
4. "Mantra" – 1:12
5. "Schism" – 6:47
6. "Parabol" – 3:04
7. "Parabola" – 6:03
8. "Ticks & Leeches" – 8:10
9. "Lateralus" – 9:24
10. "Disposition" – 4:46
11. "Reflection" – 11:07
12. "Triad" – 8:47
13. "Faaip de Oiad" – 2:39

Muitos fãs consideram este o melhor álbum do Tool.





Em 2006 foi lançado 10.000 Days, o mais recente álbum de estúdio da banda. O título alude à mãe de Maynard, Marie, à qual dedicou as faixas Wings for Marie (pt 1) e 10.000 Days (Wings pt 2). Marie sofria de uma paralisia que a incapacitava parcialmente; o período entre a paralisia e sua morte foi de 27 anos - ou seja: 10.000 dias.

Maynard já havia escrito sobre sua mãe em álbuns anteriores.

1. "Vicarious" – 7:06
2. "Jambi" – 7:28
3. "Wings for Marie (Pt 1)" – 6:11
4. "10,000 Days (Wings Pt 2)" – 11:13
5. "The Pot" – 6:21
6. "Lipan Conjuring" – 1:11
7. "Lost Keys (Blame Hofmann)" – 3:46
8. "Rosetta Stoned" – 11:11
9. "Intension" – 7:21
10. "Right in Two" – 8:55
11. "Viginti Tres" – 5:02





(*) que, na verdade, nem é
movimento - é a liberdade total em prol do momento.
(**) em 1992, havia sido lançado o EP
Opiate.

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Rainy day song

Numa sexta de tanta chuva pós-temporal e dias incertos, Nico.



These Days

I've been out walking
I don't do too much talking
These days, these days.
These days I seem to think a lot
About the things that I forgot to do
And all the times I had the chance to.

I've stopped my rambling,
I don't do too much gambling
These days, these days.
These days I seem to think about
How all the changes came about my ways
And I wonder if I'll see another highway.

I had a lover,
I don't think I'll risk another
These days, these days.
And if I seem to be afraid
To live the life that I have made in song
It's just that I've been losing so long.
La la la la la, la la.

I've stopped my dreaming,
I won't do too much scheming
These days, these days.
These days I sit on corner stones
And count the time in quarter tones to ten.
Please don't confront me with my failures,
I had not forgotten them.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

NO - the piper never dies!*

A gravadora EMI vai lançar uma coletânea enfocando os primeiros anos do grupo Pink Floyd, quando ainda contava com o guitarrista Syd Barrett.

An introduction to Syd Barrett irá trazer clássicos dos primeiros dois discos do Pink Floyd, The Piper at the Gates of Dawn (1967) e A Saucerful of Secrets (1968), e os dois discos solo lançados por Syd, Madcap Laughs e Barrett, ambos de 1970.

O material foi selecionado pela gravadora ao lado de David Gilmour; além das músicas já conhecidas, a coletânea trará material raro. Entre as faixas desconhecidas, Bob Dylan Blues, música solo nunca lançada oficialmente, e Apples and Oranges, do Pink Floyd.Todas as faixas foram remasterizads e algumas passaram por nova mixagem, sendo que Here I Go ganhou uma nova linha de baixo, criada e executada pelo próprio Glimour.

Outro registro raro, a longa Rhamadan (de 20 minutos), estará disponível para download àqueles que comprarem o disco. A faixa foi produzida por Peter Jenner, produtor do primeiro disco do Floyd, e conta com a participação do percussionista Steve “Peregrine” Took, parceiro de Marc Bolan no duo Tyrannosaurus Rex (pré T-Rex).

O lançamento de An introduction to Syd Barrett está previsto para 4 de outubro. A capa é de autoria do fotógrafo e desenhista Storm Thorgerson (que concebeu a maioria das capas do Pink Floyd e algumas de outros artistas, como Led Zeppelin, Genesis, 10cc, Yes, Peter Gabriel, Black Sabbath, Paul McCartney, Syd Barrett, Styx, Muse e Dream Theater - só pra citar alguns). O disco colocará novamente o nome de Barrett em evidência, ele que é considerado uma espécie de gênio lunático que precisou se afastar da música devido a problemas psiquiátricos e uso abusivo de LSD.

Atom Heart Mother é estampado por

uma das fotos mais famosas de Storm

Syd Barrett morreu em 2006, aos 60 anos, vítima de um câncer no pâncreas. Ele se dedicava à pintura desde que se afastou dos palcos. Em sua homemagem, o Pink Floyd lançou Wish You Were Here (1975).

fonte

(*) claro que eu não ia deixar passar um trocadilho infame com a letra aquela do Edguy, né?

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Central elétrica de Battersea

Aposto que ninguém sabe onde fica, mas ah que já viram essa central elétrica muuuitas vezes na vida!


A famosa central elétrica fica em Londres. A foto foi tirada em dezembro de 76 e imortalizada em janeiro de 77, com o lançamento de Animals. O colossal porco rosado que aparece junto à fumaça é na verdade um balão cheio de hélio; estava amarrado a uma das chaminés, mas se desprendeu logo após o registro da foto; foi perseguido pelos helicópteros da polícia e voou livre até Kent, onde foi detido pelos tiras.

Após o episódio, não se teve mais notícias do porco.

Quanto à central elétrica, foi desativada e abandonada em 83, sendo às vezes utilizada para eventos artísticos e espetáculos. Também esteve presente nos filmes Sabotage, de Alfred Hitchcock; Help, de Richard Lester (com os Beatles como protagonistas); e Full Metal Jacket, de Stanley Kubrick.

As fotos abaixo são de autoria de Mark Obstfeld.

A hera faz com que o tanque pareça um mero souvenir,
deixado para trás após uma exposição de arte chinesa em 2006.

E se alguém aí se apaixonou e quer saber tuuudo sobre Battersea, pode visitar o site oficial da central elétrica. (se alguém fizer mesmo isso, vou chamar de doente pelo resto do mês)