domingo, 27 de março de 2011
origem das ciências humanas (em 44s)
sábado, 5 de março de 2011
copo magic
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sábado, 15 de janeiro de 2011
Poesia traduzida: "Falha" de Philip Schultz
domingo, 9 de janeiro de 2011
sábado, 1 de janeiro de 2011
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Rosa Negra e a serpente

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Life is allright on the Rhine
De volta ao quarto, e de volta a janela cuja paisagem decidiu-se pela estaticidade dos prédios intermináveis onde só o que muda de lugar é uma luz que se acende e outra que se apaga. Estranho pensar que embora haja movimento de passagem de pedestres e automóvies ou lotações, veículo de carga levando pessoas sabe se lá pra onde, os prédios não se movem. Fiz um lanche que antecederá a possível noite comemorativa e a impressão do queijo ter caído no chão, logo percebo ter sido o guardanapo pelo movimento demasiadamente mais lento de queda em relação a uma fatia de queijo,e nem preciso saber de física, não, embora aquela memória da faculdade de engenharia e arquitetura permaneça ali, com certeza o melhor cappuccino que já provei, ah sim como a memória está ali, até quando diria Ginzburg, será que nossas memórias tornaram-se HDs? Esqueço o pão na torradeira. Todos os dias é a imensidão dos prédios o que vejo, e paro, paro na janela deixando a vastidão me imergir, lembro das leis de Newton. Porque a diferença da cidade grande é que apesar das todas as gentes que te invadem o espaço todos os dias, é que tu continua sozinho olhando a imensidão da janela. É bom sentir que um porco estampado em uma caneca de porcelana fez alguém sorrir, alguém por quem se tem carinho. Postcards from Italy é o que ouço. Talvez um dia mande cartões postais do Reno também. Talvez a vida seja allright no Reno, talvez os dias sejam meus. Talvez os morangos ainda não tenham mofado na geladeira.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
releitura freak do Silmarillion
surge um elfo-arauto-suplicante que diz: tome estas pedras semi-preciosas, são lá dos bosques do meu vale
country-Yavanna, indignada, ameaça o elfo: NÃO TENTE ME ENGANAR COM PEDRAS SEMI-PRECIOSAS, SEU SEMI-ELFO!
o elfo diz: ou tu pega isso e pára de chorar ou vou te dar motivos reais pra chorar, country-Yavanna!
mas era apenas um truque feminino! country-Yavanna roubou as Silmarils e assassinou o pobre elfo, que só queria que sua tristeza tivesse fim
a sós consigo mesma sobre o cadáver do elfo-arauto-suplicante, country-Yavanna admite: agora sou uma mulher, não preciso mais de pedras para me entreterstarring
Fabiane C. as country-Yavanna
&
Elfridez da Leña as elfo-arauto-suplicante
terça-feira, 23 de novembro de 2010
aos amantes de gatos espaciais
"It is the 8th century. I am a Mayan girl heading for the Jaguar Temple in Tikal on the
central American continent."
[Jacqueline Govaert]
Shine down on me, Sun of the Underworld
Set me free, chase away the night
Proud Jaguar, king of the Mayan Gods
Shining star, light up the sky
And guide me to the Temple of the Cat
Heart-of-Sky, Maker and Hurricane
Mighty eye, harvester of life
We were born solely to speak your name
Bring the dawn, we'll praise the sky
Here inside the Temple of the Cat
Upon his throne the High priest addressed the crowd
Now carved in stone his holy name
Beads of jade adorn his cotton shroud
His silvery blade on a golden chain
He lies here in the Temple of the Cat, dead
He will rise again from the Temple of the Cat
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
domingo, 14 de novembro de 2010
Where is my mind...?
Ooh, stop.
With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, (yeah) yeah,
Your head will collapse but there’s nothing in it,
And you’ll ask yourself:
“Where is my mind?” x3
Way out in the water,
See it swimming?
I was swimming in the Caribbean,
Animals were hiding behind the rocks,
Except the little fish,
But they told me this is where it’s gonna talk to me honeybunny:
“Where is my mind?” x3
Way out in the water,
See it swimming?
With your feet on the air and your head on the ground,
Try this trick and spin it, yeah,
Your head will collapse but there’s nothing in it,
And you’ll ask yourself:
“Where is my mind?”
See it swimming?
terça-feira, 26 de outubro de 2010
Hope Leaves
In the corner beside my window
There hangs a lonely photograph
There is no reason
I'd never notice a memory that could hold me back
There is a wound that's always bleeding
There is a road I'm always walking
And I know you'll never return to this place
Gone through days without talking
There is a comfort in silence
So used to losing all ambition
And struggling to maintain what's left
There is a wound that's always bleeding
There is a road I'm always walking
And I know you'll never return to this place
And once undone, there is only smoke
Burning in my eyes to blind
To cover up what really happened
And force the darkness unto me
sábado, 23 de outubro de 2010
Salvo e longe
e o vento se fez ouvir.
Pode ser que estas não sejam as palavras que devessem estar escancararadas como se nada fossem numa página de letras pretas sobre o branco, mas entre estas margens brancas parece
quem eu queria ser é aquele no meio de todos que de repente sai e some até o dia seguinte sem falar nada, esse que não sabe sobre os
queria eu ser previsível e tributável, comedido, interessado, opaco?
Passando por pessoas que só estão de passagem pelas ruas cinzentas de um dia chuvoso, me pergunto: teriam elas tido tempo para se despedir dos pedaços de si que deixaram por aí
imaginei se as coisas que aconteceram acontecessem hoje se daria certo. Julguei-me salvo longe do lugar de onde fugi – aquele chão de cimento que já não tenho mais sob os pés – mas e por que eu, salvo e longe, ainda sonho todos esses ses?
Eu precisei voltar e ver o quanto estava preso àquele chão de cimento e como sempre estaria.
Mas para ver tive que furar meus olhos, e vi a escuridão e o sangue que ainda fluía quente do coração cansado. do calor do peito veio o azul e a luz do sol e um mundo criado da música.
Tateei pelas pedras com as mãos esfoladas até aprender a enxergar através da escuridão, e era feio por onde andei. mas fora do caminho encontrei as pessoas bonitas que vivem nas sombras.
Voltei para saber dessas coisas. Às vezes é preciso.
Mesmo tendo andado pelos lugares mais imundos, tendo transbordado de vômito as pias mais brancas, tendo visto através de todos que vi,
mesmo esse corpo que passou por tudo isso, que às vezes parece mal servir aos meus anseios por tudo, ainda assim, com esse corpo e essas marcas sou por dentro o que sempre fui – mas não quero mais enxergar através de espelhos – por isso furei meus olhos.
O vento soprava enquanto o espantalho sucumbia esfacelado sobre o campo invernal.















